EPISÓDIO DE HOJE - "FRINGE - TULIPA BRANCA" (T02E18)
"EPISÓDIO DE HOJE" servirá para falarmos de alguns episódios das nossas séries favoritas (ou não), que tem aquele 'algo à mais'. E nada melhor do que inaugurarmos a nova seção com um episódio de 'FRINGE' ou 'Fronteira' (se preferir). E então, vamos lá?
Embora haja alguns que não gostam da série "FRINGE", ela é um marco da TV e não foi superada até hoje. Embora alguns tenham tentada 'recicla-la' com um remake. A coisa não saiu do papel (felizmente). Sim, sou um fã da série e já devo estar assistindo pela terceira vez. E escolhi para comentar o episódio numero 18 da segunda temporada intitulado: "TULIPA BRANCA".
A série enfrentou muitas criticas em seu inicio no sentido de que seria uma cópia de "ARQUIVO X" (outro marco da TV que assisti umas quatro vezes...). Confesso que eu mesmo fiz um pré-julgamento no inicio da primeira temporada, concordando que seria uma cópia.
Mas FRINGE consegue se livrar do estigma de cópia logo ao final da primeira temporada quando a personagem Olivia Dunham (Ana Torv) simplesmente viaja para outro universo (!), mudando o tom da série definitivamente!
A abordagem de 'ciência de fronteira' da série a diferencia de outras que tentaram (sem sucesso) 'surfar em sua onda'. O episódio "Tulipa Branca" além de ser pura ficção cientifica (um de meus temas favorito), ainda dá o bônus de envolver viagens no tempo (dentro da FC o tema que mais gosto!!).
Neste ponto da série já ficamos sabendo que Peter Bishop (Joshua Jackson) não é o filho verdadeiro do Dr. Walter (John Noble) 'DESTE' universo! Cheio de boas intenções, curar o filho de seu 'duplo' do outro universo (já que o seu havia morrido), Walter trouxe o Peter de lá para curá-lo e devolve-lo, mas como sempre as coisas não saem como planejado... Walter esta decidindo se conta ou não o segredo, temendo a reação de Peter.
Como sempre surge um caso para ser investigado. Em um vagão de trem há inúmeras pessoas mortas sem explicação. Nós (os expectadores) vemos que um pouco antes um homem se materializou na parte de trás do vagão, logo após as luzes piscarem.
As investigações acabam levando a um homem chamado Alistair Peck ( Peter Weller, o eterno 'Robocop'). Alistair tem em seu corpo uma espécie de malha ou tela de metal. Walter a identifica como 'Tela de Faraday'. Os amantes de séries e filmes de FC, devem se lembrar que esta tela bloqueia campos eletromagnéticos externos e descargas elétricas.
No caso de Alistair, a tela o protege dos efeitos colaterais de uma... viagem no tempo! Acontece que ao chegar ao local de destino, o corpo de Alistair absorve toda energia elétrica do local: luzes, celulares, laptops e do corpo humano. Quando Olivia consegue cercar Alistair ele viaja no tempo caindo exatamente no vagão do trem que vimos no inicio do episódio (pode parecer simples, mas é quase genial!).
Alistair acredita que ao viajar no tempo há um 'reinicio', e as pessoas que morreram voltam a viver. O que obviamente é um engano. Walter tenta explicar a Alistair (em seu segundo encontro), que este tipo de experimento não dará certo porque ele próprio fez o que não devia (trouxe o Peter de outro universo) e isto teve consequências (que serão mais graves do que imagina, conforme os capitulos posteriores mostrarão).
Também disse que pedia um sinal especifico à Deus (de quem não acreditava anteriormente) para saber se foi perdoado e que não devia contar a Peter: uma tulipa branca. Neste ponto ficamos sabendo a motivação de Alistair: salvar a esposa de um acidente de carro. No dia eles haviam brigado e ele não foi junto com ela para escolher algo para o casamento. Ele havia se distraído com um balão vermelho no parque.
Este balão é que lhe deu a ideia da teoria da viagem no tempo. Seu plano era voltar para este parque, que estava vazio e assim não mataria ninguém, e evitar que sua noiva sofresse o acidente, que ele acreditava ter sido causado pela sua ausência.
E mesmo Walter avisando das consequência ele viajou no tempo (matando mais pessoas). Como Walter havia corrigido seus cálculos, antes de voltar para o dia do acidente, Alistair manda uma carta para Walter e parte. Cai exatamente onde queria, em frente ao balão e sem matar ninguém (o parque estava vazio).
Vai então ao encontro da noiva correndo, um pouco antes dela entrar no carro ele a alcança. Os dois entram no carro e o carro é abalroado por outro. Ou seja, se ele não tivesse ido ela já teria saído com o carro e evitado o acidente, como ele a atrasou...
Na parte final voltamos ao inicio do episódio quando Walter escrevia a carta contando a Peter que ele era do outro universo. Desta vez não houve o aviso das mortes no trem e vemos Walter desistir de entregar sua carta, mas ele recebe a de Alistair. Dentro havia apenas um papel com um desenho: uma tulipa branca...
FRINGE é uma série realmente especial. Ela consegue juntar no mesmo pacote universos paralelos, monstros, acontecimentos sobrenaturais, humanos evoluídos que leem mentes e registram acontecimentos importantes e muito mais. É de fato uma série sem igual, e eu realmente espero que ninguém tenha a ideia de fazer um reboot. É exatamente o que não precisamos. Que se mantenham apenas as reprises!
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