In Memoriam: Scott Adams
Infelizmente, faleceu
ontem, dia 13, uma das lendas dos cartuns, Scott Adams, o criador da popular
tira de jornal Dilbert, que foi publicada ininterruptamente de 1989 até 2023.
Nascido em Windham,
Nova York, em 1957, Adams era um grande fã de Peanuts de Charles Schulz
na infância, chegando a ganhar uma competição de desenho com a tenra idade de
11 anos. Ele se formou em economia pelo Hartwick Collegem e mudou-se para a Califórnia
para trabalhar.
Após trabalhar muitos
anos no mundo corporativo, incluindo-se o Crocker National Bank e Pacific Bell,
Adams criou seu personagem Dilbert, que representava o típico yuppie norte-americano
superexplorado. O próprio Adams criou Dilbert em um momento de superexploração,
enquanto ainda trabalhava para a Pacific Bell.
Em meados dos anos 90, a
tirinha de Dilbert explodiu em popularidade, e Adams enfim conseguiu sua
independência financeira, passando a trabalhar exclusivamente com seu cartum. Ele
publicou o primeiro livro de uma série de vários livros de seu personagem, The
Dilbert Principle.
O sucesso de Dilbert
não se restringiu apenas às tirinhas. Em 1999, o personagem ganhou uma série
animada que durou duas temporadas. Capitalista nato, Adams também criou sua
própria linha de alimentos, com a marca Dilbert.
Nos últimos anos, Adams
envolveu-se em algumas polêmicas. Apesar de se dizer apolítico, manifestou apoio
a Trump e até previu que ele ganharia as eleições. A tirinha de Dilbert, que
sempre teve um humor mais mordaz, ficou até mais ácida. A derrocada veio quando
Adams fez declarações supostamente racistas em seu podcast. Isso causou
a exclusão da tirinha de Dilbert de praticamente todos os jornais. Não que isso
afetasse muito sua saúde financeira. Já rico, Adams pode enfim ter sua aposentadoria
forçada, logo ele que declarava em entrevistas que “nunca tirava férias”.
Lamentavelmente, Adams
não pôde aproveitar sua aposentadoria por muito tempo. Diagnosticado com câncer
de próstata que se espalhou para seus ossos, terminou por perder a batalha
contra a doença. Fica aqui a homenagem a um dos mais populares cartunistas de
sua época, que descreveu o ambiente corporativo norte-americano (e, por tabela,
mundial) como ninguém.









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