ANIMEMÓRIA | Neon Genesis Evangelion: O Cântico Dos Humanos Anjos Caídos

 



👨🏾‍💻 Dados Técnicos 


Direção: Hideaki Anno, Masayuki (Assistente) e Kazuya Tsurumaki (Assistente)
Produção: Noriko Kobayashi (TV Tokyo) e Yutaka Sugiyama (NAS)
Roteiro: Hideaki Anno
Design: Yoshiyuki Sadamoto (Personagens) e Hideaki Anno e Ikuto Yamashita (EVA’s) 
Música: Shirō Sagisu
Estúdios: Gainax e Tatsunoko
Licenciado por: Netflix (Licença de Streaming Mundial), AU, Crunchyroll, BI, Anime Limited, NA e GKIDS
Emissora original: TV Tokyo
Período de exibição: 04 de outubro de 1995 – 27 de março de 1996
Episódios: 26


✍🏾 Sinopse


No ano 2000, o "Segundo Impacto", um cataclismo global destrói a maior parte da Antártida e leva à morte metade de toda a humanidade. O impacto, pensado pelo público ter sido causado pela queda de um meteorito em alta velocidade, causou devastadores tsunamis, uma mudança na inclinação do eixo da Terra (que leva à drásticas mudança climáticas no globo) e, mais tarde a agitações geopolíticas (incluindo um estresse econômico geral e a uma guerra nuclear). Nos anos seguintes, a organização de investigação Gehirn e seu benfeitor, a misteriosa organização Seele, atingem um impressionante número de objetivos científicos e de engenharia, incluindo a criação dos humanoides gigantes conhecidas como Evangelions e a construção de Tokyo-3, uma cidade civil militarizada localizada numa das últimas áreas secas do Japão, em preparação para a chegada de seres conhecidos como Anjos. Quinze anos depois, um garoto de 14 anos, Shinji Ikari, é convocado para Tokyo-3 por seu pai, Gendo Ikari, o maquiavélico comandante da Nerv (a sucessora da paramilitar Gehirn), e coagido a se tornar o piloto da entidade humanoide conhecida como Unidade Evangelion 01, às vésperas do ataque de um Anjo. Após a batalha, Shinji começa a viver com a capitã Misato Katsuragi e logo conhece suas colegas de missões, Rei Ayanami (piloto da Unidade 00) e Asuka Langley Soryu (piloto da Unidade 02). No entanto, a natureza dos Anjos e dos Evangelions está cada vez mais posta em questão pelas conspirações conflitantes e planos de ambas as organizações Seele e Nerv, que envolvem o misterioso Projeto de Instrumentalidade Humana, destinado a unir todas as mentes humanas em uma única entidade espiritual global. 

 

⚖️ Créditos da Sinopse: Wiki Neon Genesis Evangelion 







Inomináveis Saudações a todos vós, Povo do Memória! 

Assistir Neon Genesis Evangelion era algo que há muitos anos andei protelando, pondo outras necessidades de aquisição de Cultura à frente do meu amor pelos Animes de diversos Gêneros. Somente recentemente voltei com toda força a assistir as produções dessa Arte, levando em conta sempre as minhas escolhas por tudo que me acrescentará algo. Já estou em uma idade (49 anos), na qual não posso me dar ao luxo de navegar por obras vazias, sem conteúdo e que não façam o meu pensamento e raciocínio serem agitados com muito mais do que uma sucessão de piadas idiotas ou lutinhas vazias sem um propósito maior no enredo para suas ocorrências. Evangelion, com sua proposta de ser uma Ficção Científica com grandes batalhas envolvendo Mechas contra Ameaças Alienígenas, superficialmente, atendeu ao que eu traço agora como jornada cultural. E digo superficialmente acerca da trama porque a obra não é aquilo que aparenta, nem se manifesta dentro de um padrão relativo a Animes genéricos que giram em torno do tema do enfrentamento a Alienígenas com Tecnologia Avançada. Não pretendo aqui falar excessivamente acerca das críticas negativas que Evangelion recebe, pois, em se tratando de uma Resenha nascida de uma das melhores experiências que já tive assistindo a um Anime, farei  uma exposição da minha particular compreensão daquele. Em outra ocasião,  à frente, aqui no blog do Memória, postarei textos sobre muito mais do que recebi da história dele. E não foi pouco por se tratar de um excesso informativo agradável em sua saudável natureza inspiradora e enriquecedora do meu espírito que sempre busca conhecer de tudo um pouco. 







A Ameaça Alienígena enfrentada pela NERV e as Forças de Segurança do mundo inteiro em Evangelion não chega a ter origem e objetivos identificados claramente durante toda a duração do Anime. Os chamados Anjos, metodica e calculadamente, atacam alvos específicos sem darem sinais dos verdadeiros sentidos de seus planos para com a Terra e a Humanidade. Esta natureza da obra, optando por escolher antagonistas cujos propósitos não são claros, torna-a mais enigmática ainda e prende a atenção porque queremos saber exatamente acerca do porquê dos Anjos insistirem nos ataques que realizam. Dois Impactos antes do ano de 2015 marcam a chegada deles ao planeta, ambos gerando consequências bastante graves para toda as Espécies do planeta. Tais consequências não foram apenas de danos físicos, mas na própria Psique de todos os cidadãos mundiais, como a fragilidade psicológica bastante nítida dos Personagens Principais claramente exibe aos nossos olhos como espectadores. Chego a crer que os Anjos e quem os controla tem como um objetivo maior, acima da sanha pela destruição de cidades e massacres populacionais, levar o desespero total para cada membro da Raça Humana através de tentáculos devastadores da Mente em um Nível estratosférico. Como eu escrevi acima no parágrafo anterior, Evangelion não é apenas mais um Anime de Ficção Científica com batalhas envolvendo Mechas contra Alienígenas, sua verdadeira natureza é ser um Drama Psicológico com nuances de Terror Psicológico que poucos a terem-no assistido conseguiram perceber em verdade, profundidade e densidade. Em geral, só se critica a parte final do Anime, com gente infindavelmente destilando ódio até hoje pelo conjunto inteiro da obra, por não entendê-la quanto ao que ela é na verdade. E se alinharmos alguma forma de pensamento voltado para a Religiosidade, unindo-lhe à carga psicológica dos episódios, dentro do Roteiro brilhante de Hideaki Anno, ampliamos ainda mais o verdadeiro sentido do Anime que mais divide opiniões até hoje entre toda a Comunidade Otaku. Escrito em um momento de profunda depressão pelo autor, Evangelion também pode ser tratado como um artigo acadêmico de Psicologia e de Psicanálise na forma de uma obra animada sem o uso de termos de difícil compreensão para a grande maioria dos espectadores. Freud, Jung, Lacan e toda teoria acerca da Mente, de como esta é labiríntica e obscura, infindável e sempre jamais por completo traduzida, ecoam na produção de seu início até o último frame. 






Não é sem um propósito que os vilões da Série são denominados Anjos, Anno faz assim uso de um recurso que liga diretamente a Presença Alienígena atentando contra o Planeta Terra a  uma Mensagem Apocalíptica para toda a Humanidade do Universo Mitológico de Evangelion. Como se advindos de Seres Superiores para castigar a Humanidade pelos seus erros, os Atacantes se propõem a não ter nenhuma ação além da conduta aniquiladora de tudo que encontram pela frente. De modo muito inteligente, no entanto, não há uma referência clara aos diversos conceitos de Anjos dentro das Mitologias Religiosas Clássicas Orientais e Ocidentais na obra, o que é muito positivo porque transformaria a mesma em uma peça repetidora de crendices milenares. O Anime também poderia se tornar um tomo de Artes Ocultas se as suas claras referências à determinados conceitos da Kabbalah (que também versa em muitos pontos acerca de Anjos) fossem explicitamente explicados. Não sendo de específico caráter referenciador, de modo direto, aos aspectos psicanalíticos, religiosos e ocultistas em si propostos até pelo nome que carrega, Evangelion é, em um paradoxo bastante especial, um aglomerado de referências que faz ligações com a Ciência da Mente, O Sagrado e o Ocultismo sem discursos arrastados ou expositivos dos mesmos em si. A própria carga da insistente tensão vivida pelos Personagens diante de um ataque dos Anjos, que sem aviso ocorre, unida ao fato de não saberem o que os mesmos pretendem em verdade, gera uma combustão psicológica de fatores que levam a uma imaginação de um monte de coisas ligadas à Religião e ao Oculto. Isto tem efeito mais em nós, espectadores, do que propriamente nos Personagens, os quais raramente tocam nessa questão; mas, mesmo que eles não falem de forma aberta sobre "Punição Divina" ou "Sinais do Apocalipse" de modo claro, as entrelinhas nos dizem que o assunto os rodeia de modo constante a agitar-lhes as ações, reações e até mesmo a inércia diante do que pouco podem modificar no mundo em que vivem. Voltando ao efeito em nós causado, talvez isto parta de nossos contatos particulares com as teorias sobre a Psique, as Religiões e as Ciências Ocultas em suas Doutrinas concebidas em racionais e/ou Mitológicas Interpretações das Realidades Psíquica e Espiritual que cabe a cada um de nós aceitar ou rejeitar. Assistindo a cada episódio, chegando até seu peculiar e imprevisível clímax que tanta discussão ainda vem a causar no Meio Otaku, me senti de modo natural voltado a questionar tudo que assistia dentro das minhas experiências pessoais com a Espiritualidade e suas Mitológicas Sendas dentro da minha Mente. E é através da Mente de cada Personagem que o Roteiro toma forma, expressando todos os questionamentos internos do autor em um momento complicado da vida dele como citei acima (como li em alguns blogs e sites antes de escrever esta Resenha, parece que o Anno esteve próximo de cometer suicídio). Ele, de um modo a conduzir toda a trama por meio de uma nada convencional linha narrativa linear, proporciona a quem se deixa navegar pelas ondas de toda a história o alcance de uma dimensão um pouco acima das consequências comuns de se assistir um Anime tão fora de todas as curvas possíveis e impossíveis. 






São diversas e abertas as interpretativas possibilidades de interpretação de Evangelion como a proposta por Anno, este não nos entregou uma obra de fácil digestão ou compreensão. Não há nada nela de mastigado e pronto para ser compreendido, a ausência de uma linearidade traz à tona a necessidade de termos a nossa própria responsabilidade para Compreender tudo que as mensagens do Anime nos transmitem. Desde o começo, Evangelion nunca se propôs a ser o que acima falei acerca de uma tendência genérica de suas particularidades em relação ao Gênero de Animação ao qual pertence. Entre as lutas dos Evas contra os Anjos, muitos conflitos e jogos psicológicos nos introduzem ao Ser dos Personagens, que demonstram possuir sérios Distúrbios Psíquicos em diferentes graus, de diferentes maneiras e em diferentes manifestações externas. Distúrbios estes que, como sugeri acima, são decorrentes da presença da Ameaça Alienígena no planeta, o que, logicamente, afeta toda a Humanidade do Universo de Evangelion como uma pandemia psíquica disruptiva mundial. Obras de Ficção Científica que vão além de Conceitos Científicos mesclados a muita Ficcional Contextualização de seus Parâmetros e abordam a Psique de Personagens são muito raras, até mesmo hoje, trinta anos após a exibição do último episódio de Evangelion. No máximo, pequenos conflitos internos vêm à superfície em 99% das obras do Gênero; 1% delas, onde encontra-se este Anime, arriscam-se em diversos terrenos de um mergulho completo nos Subterrâneos Psíquicos de seus Personagens, sem se importarem com a forma de recepção do público com antecedência ou posteriormente. Isto é um risco, exatamente porque uma bem grandiosa parcela do público consumidor de Animes não é apreciadora de enredos psicologicamente complexos, o que Evangelion oferece desde o começo e vai aumentando a dosagem até o clímax incomum que teve. Os que estão acostumados a Animes convencionais, que sigam as regras pré-estabelecidas de um Roteiro facilmente palatável e preguiçoso, previsível e esquecível, se decepcionaram, decepcionam e decepcionarão ao assistirem esta produção atemporal. Eu amei a gradativa, onírica e crescente  mudança de foco da mesma para algo inesperado e original em se tratando de um Anime cujas características aparentes detalhei logo no primeiro parágrafo desta Resenha. E compreendo quem odeia ou vai odiar a Série após assisti-la porque é muito incomum o que ocorreu na Etapa Conclusiva de Evangelion por causa da radical mudança de ambiente e desenvolvimento narrativo que foi muito além da não-linearidade. No entanto, Anno apenas foi autêntico e fiel ao que construiu desde o início, dentro do que realmente é a obra dele, e, o que é bem raro também atualmente na Indústria Dos Animes, contou com o consentimento total dos Estúdios Gainax e Tatsunoko para fazer o que bem entendesse na mesma. Isto teve consequências posteriores bem graves para ele, como li, com ameaças de morte e ataques às Sedes dos Estúdios; e até hoje há entre os Otakus mais radicais o ódio que mencionei acima voltado tanto para ele quanto para sua obra em si. 






Mesclar os efeitos positivos e negativos de Evangelion dentro da Cultura do Entretenimento Mundial aqui nesta Resenha me dá a oportunidade de tocar em aspectos mais amplos de nichos além dos apreciadores de Animes. Há muitos que se arriscam pela primeira vez a assistirem um Anime, começam com Evangelion e nada nele entendem porque, como anteriormente falei, ele não é algo de fácil digestão para quem está acostumado com tramas fáceis e comuns. Há uma ironia que quase não é percebida nele e os sinais da presença dela estão na música de abertura, mais precisamente no refrão que fala do "jovem que se tornará um herói" lutando contra os antagonistas que estrangulam toda uma sociedade planetária. Shinji Ikari não se sente um herói em momento algum, é repleto de traumas e bloqueios, deprimido pela falta da mãe, Yui Ikari; e, desesperado e aflito demais pela atenção do pai, Gendo Ikari, o qual, por sua vez, aparentemente frio e insensível, esconde segredos que podem pôr em risco o filho e toda a NERV, a qual comanda. Rei Ayanami, introvertida, tímida e isolada, a mais silenciosa dos Personagens e um tanto quanto sombria (o que a fez se tornar a minha Personagem preferida em Evangelion), não consegue se expressar bem, nem mantém bom relacionamento com ninguém, estando sempre distante e sentindo-se deslocada com bastante frequência. Asuka Langley Soryu, a mais extrovertida e animada dos pilotos dos Evas, traz na verdade em si profundas feridas psicológicas adquiridas na infância e não possui um equilíbrio mental saudável como faz parecer durante todo o tempo em diversos episódios. Misato Katsuragi, a Comandante Militar da NERV, responsável por cuidar de Shinji e Asuka, acolhendo-lhes em casa, igualmente traz em si problemas psicológicos graves adquiridos do Segundo Impacto; mas, com todo o esforço possível que desenvolve, ela tenta sempre disfarçar a insegurança e as dúvidas que lhe atormentam diariamente acerca do trabalho que realiza. Ritsuko Akagi, a Cientista-Chefe da NERV, abaixo da natureza racional fria e introspectiva, é outra figura psicologicamente abalado do cartel principal de Personagens, com problemas bem profundos ligados ao passado e ao relacionamento com a mãe, Naoko Akagi, que foi a Cientista-Chefe do Gehim, antecessor da NERV. Kozo Fuyutsuki, um Comandante da NERV e braço-direito de Gendo, é ligado ao seu passado como Professor Universitário e carrega resquícios de frustrações diversas relacionadas a acontecimentos que levaram-no a perder muito do que possuía, tanto por escolhas pessoais quanto profissionais. Ryoji Kagi, Investigador da NERV com intenções secundárias e próprias além das exigidas por seu trabalho, e interesse romântico de Misato, parece muito deslocado em cada situação, com um sorriso sempre meio forçado para disfarçar o vazio que exprime no olhar. Evangelion é, basicamente, sem nenhuma chance para outra tradução, isto: uma trêmula reunião social de pessoas psicologicamente adoecidas, frágeis, quebradas, curvadas, dobradas e limitadas por tragédias pessoais que tentam ser fortes diante do grande perigo que ameaça toda a Raça Humana. 






O que faz Evangelion muito diferente de outras obras de Ficção Científica é a presença de tais Personagens, pessoas comuns pegas no meio de naufrágios e furacões e tsunamis que levaram-nas a estar na linha de frente do combate aos Anjos. Se o Anime fosse mais longo e cada um dos demais Personagens dele fosse aprofundado, teriam demonstrado os mesmos ou piores psicológicos problemas, com algum deles vindo a possivelmente cometer suicídio. Sendo tão comuns, limitados, simplórios, complicados, difíceis, reais e falíveis, como muitos de nós deste lado da Realidade, são Personagens com os quais é possível uma Identificação, espelhando o que temos de rachaduras e perturbação interiores. Nenhum deles é um Super-Herói ou uma Super-Heroína, nem Seres Mitológicos Invencíveis fadados a serem transportados para altos patamares de adoração por parte dos habitantes do mundo deles e da nossa como espectadores. Não sendo Deuses e Deusas Ex-Machina, como Personagens presentes em outras obras do Gênero ao qual pertencem e fora do mesmo, eles são, segundo a minha inominável visão, muito intensos, verdadeiros, sinceros e próximos a cada um de nós. Tal natureza deles desagrada a quem sempre quer que Personagens Ficcionais sejam Superseres infalíveis capazes de mover o mundo com as mãos ou remodelar um Universo com o pensamento. A origem do ódio a alguns dos personagens de Evangelion e de outros Animes que se apresentam aos nossos olhos como reais demais está dentro desse contexto da expectativa que algumas pessoas têm em sempre querer encontrar na Ficção aquilo que em suas Realidades não podem ser e nem podem ter por preguiça ou dificuldades pessoais diversas. Quando encontram a si mesmos em um Personagem, sentem-se incomodadas e, piores do que crianças, passam a odiar este ou aquele que os faz lembrar de si em um Plano Ficcional. Tal assunto abordarei em um futuro texto que publicarei tratando de Personagens impopulares de Animes antigos aqui no Memória, somente trago-lhes nesta Resenha a ideia inicial acerca da minha particular observação sobre o efeito negativo mais alto de Evangelion em muitos que assistiram-no pelo mundo. Obra mais Autoral do que propriamente tendo sido desenvolvida para as massas, pertence a uma categoria de criação artística que nasce mesmo para incomodar e fazer pensar a quem gosta de pensar. E cumpre seu papel de Ser exatamente como é quando consegue atingir da forma que atinge a quem quer que seja, de diferentes maneiras, para o bem ou para o mal. Chorar, gritar e espernear contra o enredo e o direcionamento de um Anime é algo completamente vazio, em pleno ano de 2026 ainda me deparo, de vez em quando, com comentários pela Internet de gente que odiou assistir Evangelion. Se raciocinassem melhor, essa parcela de consumidores de Animes compreenderia que nenhum(a) autor(a) é obrigado a ser um infinito correspondente das expectativas de pessoas mimadas que se revoltam apenas pelo simples fato de algo ficcionalmente produzido não ter seguido o que eles(as) desejavam. O pior é que muitos dos haters deste Anime são marmanjos com mais de quarenta anos que ainda não saíram da adolescência. É muito ridículo e até cômico se deparar com esses Boomers, os quais geralmente concentram seu ódio no último episódio do Anime. 






O inusitado capítulo final de Evangelion não é realmente o último ato desta obra artisticamente elevada com muito mais coisas a dizer e que não caberiam apenas em uma Resenha como esta. Há The End Of Evangelion, um filme cuja Resenha postarei aqui no blog no próximo sábado. Nele, a Seele, a misteriosa organização por trás da NERV e de toda a forma de combate mundial aos Anjos, mostrará sua verdadeira face. Kaworu Nagisa, A Quinta Criança (após Rei, Shinji, Asuka e Tōji Suzuhara), que rapidamente passou pelo Anime e representou a presença de alguém importante para Shinji, também tem melhor explicado o seu sentido de Ser no filme. Rei, como Kaworu, terá revelado seu verdadeiro propósito de Ser junto com o Projeto da Instrumentalidade Humana levado a cabo secretamente por Gendo. E os Anjos, o Mistério Máximo da Série, compreendidos serão em sua verdadeira origem. E aquele inusitado capítulo final terá da minha parte uma interpretação logo no início da próxima Resenha, mas sem entrega de Spoilers como fiz aqui. 

Até o Fim de Evangelion, então, leitores virtuais. 

Saudações Inomináveis a todos vós, Povo do Memória!























































Hideaki Anno






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MÚSICA DA ABERTURA COMPLETA





Yoko Takahashi - Zankoku na Tenshi no Te-ze ~ “The Cruel Angel's Thesis” 

Composição: Shiro Sagisu e Neko Oikawa


Zankoku na tenshi no you ni

shounen yo shinwa ni nare


aoi kaze ga ima

mune no doa wo tataite mo

watashi dake wo tada mitsumete

hohoenderu anata


sotto fureru mono

motomeru koto ni muchuu de

unmei sae mada shiranai

itaikena hitomi


dakedo itsuka kizuku deshou

sono senaka ni wa

haruka mirai mezasu tameno

hanega ga arukoto


zankoku na tenshi no te-ze

madobe kara yagate tobitatsu

hotobashiru atsui patosu de

omoide wo uragiru nara

kono sora wo daite kagayaku

shounen yo shinwa ni nare


zutto nemutteru

watashi no ai no yurikago

anata dake ga yume no shisha ni

yobareru asa ga kuru


hosoi kubisuji wo

tsukiakari ga utsushiteru

sekaijuu no toki wo tomete

tojikometai kedo


moshimo futari aeta koto ni

imi ga aru nara

watashi wa sou

jiyuu wo shiru tame no baiburu


zankoku na tenshi no te-ze

kanashimi ga soshite hajimaru

dakishimeta inochi no katachi

sono yume ni mezameta toki

dare yori mo hikari wo hanatsu

shounen yo shinwa ni nare


hito wa ai wo tsumugi nagara

rekishi wo tsukuru

megami nante narenai mama

watashi wa ikiru


zankoku na tenshi no te-ze

madobe kara yagate tobitatsu

hotobashiru atsui patosu de

omoide wo uragiru nara

kono sora wo daite kagayaku

shounen yo shinwa ni nare



🎶🎶🎶 

MÚSICA DE ENCERRAMENTO COMPLETA



Claire Littley - Fly Me To The Moon (In Other Worlds) 

Composição: Bart Howard


Fly me to the Moon

Let me swing among the stars

Let me see what spring is like

On Jupiter and Mars

In other words, hold my hand

In other words, baby, kiss me


Fill my heart with song

And let me sing for evermore

You are all I long for

All I worship and adore

In other words, please, be true

In other words, I love you


Why don't you fill my heart with song?

Let me sing for evermore

Because you are all I long for

All I worship and adore

In other words, please, be true

In other words, in other words

I love you



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