Falando em Série: "BATMAN" (1966) - A SÉRIE QUE TORNOU A ONOMATOPEIA POPULAR!!!

 "Santa distração, Batman! Não há nenhuma postagem sobre nossa série no blog!". 

E para corrigir isto, hoje vamos falar sobre esta série que certamente marcou a infância de muitos dos leitores e também influenciou muito do que veio depois nos quadrinhos e em outras mídias. E claro, sobre as onomatopeias...Ah! As onomatopeias...






Em uma época onde em uma animação de super herói, vemos um deles esmagar com as mãos a cabeça de outro, uma série como BATMAN de 1966 não tem lugar. Porque ela foi produzida propositalmente para ser uma comédia de exageros. E embora infantil (aos olhos de hoje), ela também é muito, mas muito divertida. Para provar isto, anexamos abaixo uma sequência do longa metragem "Batman", lançado em 1966 após o término da primeira temporada...






Mas, existem outros exageros que tornam a série de fato inesquecível e vamos citar alguns deles aqui. Começando com as onomatopeias. "Onomatopeia" é uma figura de linguagem onde se tenta reproduzir o som com fonemas. Assim, nos quadrinhos era comum (e ainda é), termos o personagem dando um soco em um oponente e termos o som grafado talvez como "Sock!" ou "Thunk!". E quem assistiu a série de Batman com certeza lembra-se perfeitamente disto. Olhem no quadro abaixo algumas das usadas na série...




Mas, voltemos ao inicio, a origem do seriado. Bem a DC Comics após recuperar os direitos do personagem, decidiu procurar a 20th Century Fox para encomendar uma série sobre o herói. Na década de 40 já tinham sido feitos dois filmes seriais (que eram filmes divididos em 15 partes ou capítulos e exibidos antes da sessão do cinema) de sucesso e mesmo ocorria com uma animação em exibição...


A 20th Century Fox por sua vez entregou o projeto a William Dozier e sua produtora Greenway Productions. A ABC, a FOX e a DC estavam esperando um seriado 'descolado' e moderno, mas sério...Acontece que Dozier nunca havia lido um só quadrinhos em toda sua vida e após ler alguns exemplares de Batman, concluiu que a única forma de fazer a adaptação funcionar seria produzi-la como uma comédia pop-art exagerada...ou como alguns chamam "camp".


O escritor de romances de espionagem Eric Ambler, foi contrato para roteirizar o filme (piloto) que apresentaria a série ao publico. Mas, quando soube qual seria a abordagem de Dozier, desistiu do projeto e a série foi lançada sem um piloto oficial...


Chegamos então ao elenco. Talvez você não saiba, mas foram feitos testes com duas duplas de atores: uma com Adam West e Burt Ward (que ficaram com os papéis) e outra com Lyle Wagoner e Peter Deyell. Se você era fã da série "MULHER MARAVILHA", voce conheceu Wagoner como...Steve Trevor!




Outra coisa que você talvez não saiba é como Adam West foi escalado para o teste e porque passou...Dozier escalou West depois de assisti-lo em uma propaganda de...Quik da Nestlé!! Ele fazia um papel no estilo James Bond, o Capitão Q! E diz-se que acabou sendo o escolhido porque...era o único que conseguia dizer suas falas com uma cara séria!!






Coisas que tornavam a série diferente


Já falamos de uma das características exageradas da série, as onomatopeias, mas haviam outras que chamam a atenção. Por exemplo, Batman tinha uma grande variedade de equipamentos e para não haver confusões em seu uso, ele etiquetava todas elas! Mesmos as mais óbvias! 




Batman era muito, mas muito paciente, pois Robin tinha uma mania irritante de dizer: "Santa...". Temos uma amostra abaixo...




Batman era bom na arte de sedução, pedindo...leite em uma boate e...dançando!! (A dança inspirou John Travolta em "Pulp Fiction")




Batman tinha um fantástica galeria de vilões, representados por atores e atrizes famosos na época! 




A série apresentava armadilhas mirabolantes, das quais Batman sempre escapava




Batman não precisava de escadas...




Batman tinha a(s) Mulher(es) Gato...




A série teve 3 temporadas e 120 episódios no total, porém os episódios eram divididos em duas partes. Isto ocorria porque o canal que o exibia só tinha um horário vago de meia hora em sua programação...


Um detalhe que talvez tenha passado despercebido pelos fãs é que na série toda em apenas dois episódios foi dito que Bruce Wayne era órfão porque seus pais foram assassinados. Os produtores não queriam passar uma 'mensagem negativa' ao publico adolescente (publico alvo) e aos demais que assistiam...


A seguir postamos cópia dos testes de Adam West e Lyle Wagoner, bem como a abertura (inesquecível) dos episódios...








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