Falando em Série | O GAROTO E O GIGANTE (Bigfoot and Wildboy) - 1977
Você já se pegou lembrando daqueles fins de semana de manhã em que, ainda de pijama e com o café na mão, corria para a frente da TV para assistir qualquer aventura estranha que passasse? Pois é: hoje o convite é revisitar a curiosa (e um tanto improvisada) nostalgia de O GAROTO E O GIGANTE, série que talvez não tenha sido um grande sucesso no Brasil, mas ficou gravada na memória de quem cresceu nos anos 70. Afinal, era impossível ignorar aquele gigante com jeitão de herói biônico de segunda linha, o garoto selvagem que parecia um híbrido modernizado de Mogli com Tarzan, e tramas que soavam como uma mistura criativa — ou preguiçosa — das aventuras de Shazam! e da Poderosa Isis; uma verdadeira colcha de retalhos que, mesmo sem grande originalidade, provava que, na TV daquela época, o importante não era ser impecável… era ser divertido.
Lançada nos Estados Unidos em 1977 pela rede ABC, Bigfoot and Wildboy começou como parte do The Krofft Supershow, um programa dominical cheio de episódios curtos e cliffhangers que deixavam todo mundo ansioso pela próxima semana.
Criada por Joe Ruby e Ken Spears e produzida pelos lendários irmãos Sid & Marty Krofft, a série combinava ação ao ar livre, elementos de fantasia e o irresistível charme da cultura pop setentista.
O enredo era tão simples quanto memorável: uma criatura lendária conhecida como Pé Grande (Bigfoot) encontra um menino órfão perdido nas vastas florestas do noroeste dos EUA e o cria como Wildboy. O tempo passa, e agora, já adolescentes, a dupla parte em aventuras enfrentando vilões, ameaças naturais e até alienígenas — com um toque curioso de efeitos “biónicos” e câmera lenta que só os anos 70 sabiam fazer.
Falando em Série: CURTO-CIRCUITO (Misfits Of Cience) 1985
Foram 28 episódios produzidos entre 1977 e 1979, alternando entre segmentos de 15 minutos dentro do Supershow e episódios completos de 30 minutos quando o programa ganhou sua própria hora.
A série O Garoto e o Gigante estreou na TVS em 1981, sendo exibida aos domingos, às 10h da manhã, e permaneceu na grade da emissora até 1982. Alguns anos depois, entre 1985 e 1986, a produção retornou à programação do canal, passando a ocupar a faixa das 20h45, às terças-feiras.
Em 1987, a atração ganhou uma nova casa na TV Record, onde foi ao ar aos sábados, às 12h30. Após essa exibição, deixou a programação da televisão brasileira e nunca mais voltou a ser reprisada por aqui.
🐾 Amizade improvável: o elo entre o menino e a mítica criatura que muitos só conheciam de relatos populares.
🎒 Fuga para a natureza: em tempos sem internet e videogame, explorar mentalmente a floresta com Wildboy e Bigfoot era coisa séria!
🎬 Cliffhangers e ação: cada episódio fazia você precisar ver o próximo — uma fórmula narrativa que hoje soaria estranhamente antiga, mas que era pura magia televisiva na época.
Para muitos nostálgicos, as cenas de Bigfoot correndo em câmera lenta com aquele estranhíssimo efeito sonoro biónico ficaram gravadas na memória — um verdadeiro símbolo do que era o imaginário pop infantil nos anos 70.
É aquela lembrança boa que bate quando você fecha os olhos e se vê de novo na sala da casa da avó, comendo pipoca de micro-ondas, esperando a próxima aventura da semana.
Apesar de não ter conquistado o mesmo espaço de cult que outros clássicos infantis, O Garoto e o Gigante continua sendo um pedaço precioso da história da TV — uma obra que hoje faz a gente sorrir com um toque de nostalgia e aquele sentimento gostoso de “ah, como era bom ser criança na TV aberta nos anos 70…”.
Se você lembra da trilha sonora estranha, das aventuras inusitadas ou simplesmente sente falta daquele tipo de TV que não existe mais, essa série é um convite perfeito para revisitar memórias — ou descobrir um clássico esquecido que fez o dia de muita gente mais especial.
Espero que tenhamos conseguido, ainda que de forma modesta, trazer a memória dos mais antigos um pouco da emoção dos velhos tempos e aos mais novos uma boa amostra do que tínhamos no passado.
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