PAPO DE CINEMA | My Man
👨🏽💻Dados Técnicos
Japão
Cor
2014
129 min
Baseado no livro Watashi no Otoko de Kazuki Sakuraba
Título Original: 私の男 Watashi no Otoko
Gêneros: Drama, Romance, Crime
Direção: Kazuyoshi Kumakiri
Roteiro: Takashi Ujita
Cinematografia: Ryuto Kondo
Edição: Zenzuke Hori
Música: Jim O'Rourke
Elenco: Fumi Nikaido (Hana Kusarino), Tadanobu Asano (Jungo Kusarino), Aoba Kawai (Komachi), Tatsuya Fuji (Oshio), Kengo Kora (Yoshiro Ozaki), Morooka Moro (Taoka), Mochika Yamada (Hana mais jovem), Taiga Nakano (Akira Oshio), Itsuki Sagara (Akiko), Takahiro Miura (Daisuke), Morooka Moro (Taoka), Pistol Takehara (Pai de Hana), Naoko Yoshimoto (Oficial da Guarda Costeira), Airi Matsuyama (colega de Hana), Yuriko Hirooka (atendente da Companhia de Táxi), Suon Kan (motorista da Companhia de Táxi), Tamae Ando (Sênior de Komachi), Masaki Miura (Sênior de Yoshiro) e Jitsuko Yoshimura (Senhora idosa)
Companhia Produtora: Nikkatsu
Idioma: Japonês
✍🏽Sinopse
Hana, de 10 anos, fica órfã quando um desastre natural atinge Okushiri. Ela passa a viver com o jovem Jungo Kusarino, um parente distante, que assume o papel de pai da menina. Ao longo de 15 anos, eles vão crescendo e amando-se como pai e filha, um ajudando a preencher o vazio na vida do outro. No entanto, quando a relação de ambos se modifica, vários conflitos vão surgir com a sociedade ao redor.
⚖️Créditos da Sinopse: Cine Asian Space
Inomináveis Saudações a todas e todos vós, Povo do Memória!
Eu cheguei a escrever em um Resenha antiga que nem tudo que é produzido como Filme e Série no Continente Asiático se aproxima de um nível de excelência ou do raro status de uma obra-prima. Não há algum tipo de Paraíso no meio das produções asiáticas, atualmente tão em alta por diversos países, até mesmo em filmes bons falhas visíveis podem ser notadas. E nos filmes medianos, por outro lado, existem qualidades notáveis que são pouco percebidas por todos que depreciam-nos. Como em qualquer outro lugar no mundo onde a Arte Cinematográfica se desenvolva, nos países asiáticos em geral há bastante irregularidades que não podem ser negadas apenas porque suas produções tenham uma grande corrente de apreciadores nos demais Continentes. Pondo de lado a minha faceta de adorador concentrado, convicto e profundo de obras asiáticas, vou honestamente Resenhar esta obra. My Man se encontra no círculo das obras que nada me acrescentaram e não é um exemplo máximo de Cinema ou do que se aproxime de uma obra de arte que funcione apenas para seus adeptos. Não posso discorrer sobre se foi uma adaptação fiel ao livro no qual foi inspirado, pois o mesmo nem foi ainda traduzido para o Português. De todos os filmes que assisti no falecido blog Cine Asian Space, este foi o único do qual eu não gostei nem um pouco.
Este filme é bem complicado, difícil e arriscado para onde quer que se olha dentro dele. Não concordo com o desfecho porque tanto o pai quanto a família cometeram dois atos questionáveis apenas para se protegerem. E seu desenvolvimento, como um todo, carece de uma consistência narrativa competente e firme, já que muitas vezes se fragmenta indo em direção a diversos pontos que nunca chegam a lugar algum. O Roteirista e o Diretor deixaram para o público resolver acima de qualquer julgamento moral se eles estão certos ou errados. E se encontra dentro dessa decisão do Roteiro e da Direção o maior erro deste filme por causa da falta de uma firmeza mais clara em suas propostas. Neste exato momento eu posso erguer estas indagações dentro do que não ficou claro nele:
É um filme que busca chocar apenas para fazer realmente apenas meditar?
É um filme que tem um sentido além da mera exposição e expansão de um relacionamento totalmente questionável?
É um filme que tem a pretensão de se afastar das diversas problemáticas que o mesmo vai erguendo a cada sequência apenas para se manter como algo que precise ser visto e revisto para ser melhor compreendido?
É um filme que defende a validade de qualquer justificativa para o alcance de uma existência onde valores e leis sejam abolidas pelo egoísmo de duas pessoas?
É um filme que tenta ser um daqueles filmes que sejam atemporais a tocarem em um delicado assunto de um modo a não querer ter qualquer forma de responsabilidade para com o mesmo?
É um filme que tem um sentido válido em suas entrelinhas além do que obviamente apresenta com o compromisso de tentar se valer de algo firme para se autoafirmar?
É um filme que tem um caminho por onde se deva ir ao seu correto modo de ser interpretado ignorando muitas de suas falhas e faltas que talvez sejam propositais?
É um filme ou um retrato de como não se deve fazer um filme, literalmente?
A última questão que levanto acima para esta Resenha em si tem uma lógica dentro da falta de uma definição na narrativa da obra. Com diálogos estranhos que não chegam a lugar algum e uma atmosfera ainda mais estranha que contribui para sua insossa estrutura, não cresce o quanto deveria crescer em nenhum momento. Não é um bom filme, nem chega a ser totalmente ruim ou monótono ou desinteressante. Aqui cabe ressaltar este paradoxo, no entanto, apesar da insossa estrutura que mencionei acima e a minha sinceridade no início ao declarar que não gostei dele. Pode parecer estranho falar assim deste modo a esta altura do texto, mas as poucas qualidades visíveis do filme existem, tendo um potencial que melhor deveria ter sido explorado. A história não se aproxima também de uma excelência como a que eu percebo em muitos filmes com temáticas tão ou mais complicadas do que a dele porque tem saltos temporais injustificáveis que atrapalham um pouco o entendimento da obra para quem não está acostumado com filmes japoneses mais experimentais (há certo experimentalismo neste filme, mas muito mal administrado). E é a este público aqui deste lado do mundo que o filme menos tem a oferecer e me refiro ao espectador médio, não ao público que fez parte dos Festivais nos quais My Man ganhou alguns Prêmios, conforme a página do filme na Wikipedia menciona.
Mas, para ser bem mais sincero, o público comum, se conhecesse em larga escala este filme, não gostaria dele também. Intelectuais não possuem um contato com a ampla maioria da população, a qual possui gostos muito diferentes dos deles. Junta-se a isto a Educação, no Ocidente, dada na intimidade familiar e na Religião, principalmente a Católica e a Protestante, que abominam o que é o tema deste filme. Não posso falar da ambiência cultural japonesa e asiática, como um todo, porque ainda sei muito pouco sobre a mesma; mas o fato de que obras como esta sejam por lá realizadas revelam que os realizadores de tal parte do mundo estão muito abertos a tratarem questões pesadas com o intuito de levar a algumas reflexões quem trava contato com elas. E existe uma receptividade do público japonês para obras assim, muito mais do que entre os espectadores médios que frequentam os cinemas de outros países ou que consomem filmes via Streaming ou Fansubs. Há filmes muito melhores do que My Man no tocante a não terem medo de falar do que é repugnante, asqueroso, vil e criminoso. Pelo que já li de comentário sobre esta produção pela Internet, não é um dos mais queridos filmes já realizados na História do Cinema. Nem tanto pelo fato de pai e filha serem amantes, a meu ver, mas por um certo esforço da história em si mesma que força o espectador a crer que tudo o que os dois fizeram de errado com duas pessoas "teve que ser necessariamente feito". O maior problema a explicar toda a incoerência filmada aqui resenhada está em sua execução, a qual vai de um lugar para o outro, de um estado para o outro, de um ponto de acontecimentos para outro, sem uma fixa nitidez no que realmente quer dizer. Para mim, apesar disso, o filme só tem algo muito claro relativo aos personagens principais, Hana e Jungo Kusarino.
Esses dois não passam de criminosos que mereciam ter sido aprisionados pelo que fizeram em nome de algo que se parece com Amor, mas, para mim, é apenas uma animalesca relação modelada pelos impulsos sexuais de dois questionáveis personagens. Os Atores, Fumi Nikaido e Tadanobu Asano, são excelentes dentro de um filme que sequer se aproxima disto, sendo outros dois positivos pontos que destaco. Os demais Atores e Atrizes nem tempo de tela real e seguro tiveram para desenvolverem seus personagens, sendo apenas coadjuvantes distantes que o espectador vai facilmente esquecer logo após o término dos créditos (eu mesmo, ao pesquisar pelos nomes do Elenco e seus respectivos personagens, nem lembrava direito quem estes são no filme). Vai depender agora de sua vontade e opinião própria, leitora e leitor virtual, o fato de assistir ou não a este filme, aqui exerci apenas o meu dever como um sincero Crítico Amador que não se arvora no cínico e estúpido direito de ter sempre uma palavra final sobre qualquer obra cinematográfica. Pode até ser que você possa alcançar o que este filme quis ou não dizer; pode ocorrer que você venha a ter uma opinião como a minha sobre ele; e pode ocorrer que você fervorosamente o odeie como já tenho notado que ele é odiado por muitos nas Reações do Emoji de raiva quando me deparo com ele em Fansubs no Telegram. Assista para ter a sua própria e sincera opinião tanto quanto a minha opinião é autêntica e sincera.
Saudações Inomináveis a todas e todos vós, Povo do Memória!
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| Kazuyoshi Kumakiri |

























































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