PAPO DE CINEMA | Solomon’s Perjury - Part 1: Suspicion
👨🏾💻 Dados Técnicos
Japão
Cor
2015
121 min.
Título Original: ソロモンの偽証 前篇・事件
Título Romanizado: Soromon no gishou
Título em Inglês: Solomon’s Perjury Part 1: Suspicion
Gênero: Drama
Adaptação do livro homônimo escrito por Miyuki Miyabe
Direção: Izuru Narushima
Roteiro: Manabe Katsuhiko
Elenco: Ryoko Fujino (Ryoko Fujino), Machiko Ono (Ryoko Fujino adulta), Mizuki Itagaki (Kazuhiko Kanbara), Anna Ishii (Juri Miyake), Hiroya Shimizu (Shunji Ooide), Miu Tomita (Matsuko Asai), Koki Maeda (Kenichi Noda), Ayumu Mochizuki (Takuya Kashiwagi), Reika Nishihata (Mariko Kurata), Jiei Wakabayashi (Yukio Sakisaka), Naritada Nishimura (Kosei Inoue), Mikio Kato (Yutaro Hashida), Arata Ishikawa (Mitsuru Iguchi), Haru Kuroki (Emiko Moriuki), Hiromi Nagasaku (Mirai Miyake), Yui Natsukawa (Kuniko Fujino), Kuranosuke Sasaki (Tsuyoshi Fujino), Fumiyo Kohinata (Masao Tsuzaki), Sotaro Tanaka (Mogi Etsuo), Yutaka Matsushige (Kitao), Tamae Ando (Takagi), Houka Kinoshita (Kusuyama), Hajime Inoue (Okano), Miho Nakanishi (Osaki), Tomoko Tabata (Reiko Sasaki), Muga Tsukaji (Yohei Asai), Nobue Iketani (Toshie Asai), Miwako Ichikawa (Minae Kakiuchi), Manabu Hamada (Norifumi Kakiuchi), Yuya Takagawa (Masaru Oide), Noriko Eguchi (Sachiko Oide), Ichirota Miyakawa (Noriyuki Kashiwagi), Yoko Moriguchi (Ayumi Kanbara), Masahiro Tsugawa (Shuzo Kobayashi), Kyusaku Shimada (Ryosuke Kono), Kimiko Yo (Motoko Ueno), Hiroshi Okochi (Tsutomu Konno), Yuto Muguruma (Kazutoshi Takeda), Kokoro Morita (Noriko Kamata), Miyu Enomoto (Yayoi Mizoguchi), Karen Iwata (Saori Kawahara), Matsuri Miyatake (Maiko Hayashida), Yuna Taira (Saeko Mizukawa), Yuki Tanii (Motoki Yoshikawa), Emi Wanibushi (Professora), Keita Arai (Professor)
✍🏾 Sinopse
Quando o corpo de um adolescente de 14 anos é encontrado numa escola, tudo parece apontar para um trágico suicídio. Mas uma misteriosa carta aparece, acusando três alunos de terem assassinado o garoto. E quando a denuncia chega aos jornais, os eventos que se seguem tomam uma proporção que fogem aos limites do muro escolar.
⚖️Créditos da Sinopse: Cine Asian Space
Inomináveis Saudações a todas e todos vós, Povo do Memória!
Brilhante demais em todos os muitos sentidos, horizontes, perspectivas e ângulos de sua proposta e composição, Solomon Perjury's - Part 1: Suspicion, é uma das obras-primas que chegaram até mim em quase um ano do meu visceral retorno a dar toda minha atenção a produções orientais. Este é mais um precioso filme que assisti no precioso falecido blog Cine Asian Space (tenho muitas saudades deste trabalho) e se tornou junto com a continuação dele, uma das minhas histórias cinematográficas prediletas. Não sendo uma típica produção com adolescentes imaturos em fortes papéis e nem tendo preenchimentos desnecessários que lhe prejudicariam como a obra que é, trata-se de um dos mais cerebrais filmes aos quais já assisti em todos os meus quarenta e seis anos de idade. AMO a maneira inteligente, equilibrada e dedicadíssima de se contar uma excelente história como a desenvolvida nesta obra capital do Cinema Japonês. Todos os Atores são igualmente perfeitos, notei AMOR e PAIXÃO ao trabalho no qual estavam envolvidos apenas me fixando no olhar de cada um. É raríssimo isto ocorrer em um filme nos dias atuais.
Raríssimo porque, vejam bem, tecnicamente, Atores e Atrizes são treinados mecanicamente para interpretarem seus papéis, sem um maior aprofundamento em seus personagens, em 99% dos filmes atuais. 1% apenas, porcentagem no qual está inserida tanto esta primeira parte quanto a segunda de Solomon Perjury's, é muito mais do que a recitação de textos decorados como robôs repetindo os comandos de Roteiristas, Diretores e Produtores. Diferente de produções ocidentais, as orientais preocupam-se em fazer as escolhas corretas dos Elencos corretos para as criações que perfeitamente são dignas da Arte Cinematográfica vista como algo Sublime e Belo. Há filmes bem ruins também nascidos no Oriente, tal como ocorre aqui no Ocidente, repito isto aqui que já mencionei em algumas Resenhas anteriores no blog. Porém, quando algo PERFEITO como este filme ou um Drama como The Glory (que Resenharei aqui na próxima semana) ganham vida através de competentíssimas mãos, quem ganha são os espectadores que, tal como eu, são infindáveis buscadores de uma ALMA e de um maior sentido em tudo que buscam como aquisição de Cultura e Conhecimento.
Perdão pela empolgação, mas as Resenhas deste blog não são realizadas por um Crítico Profissional ou um chato que vive pontuando a cada parágrafo detalhes técnicos em excesso. Falando nesta qualidade, a Fotografia, a Trilha Sonora, a Edição de Som e a Edição de Cenas se mesclam harmoniosamente deixando a experiência de assistir ao filme bastante fluída, empolgante e única no sentido de ambientar o espectador a cada momento-chave da trama. Momentos que mesclam temas que vão se encaixando um a um até um encaminhamento e encadeamento definidores de uma bastante interessante sequência de outros importantes momentos para o geral entendimento do todo do Roteiro. Muitas informações chegam, mas não com uma velocidade que atropele a própria situação em si do entendimento do filme. Ao contrário, cada informação é lançada com o intuito de conduzir ao raciocínio mais lógico quem assiste ao filme, que me faz lembrar agora de um jogo de tabuleiro que até hoje tenho guardado como lembrança de infância/adolescência, o Master Junior.
No Master Junior, um tabuleiro apresentava diversos temas e haviam várias cartas com questões relacionadas ao mesmos. Cada jogador selecionado para responder a uma pergunta era indagado pelo oponente e o vencedor era aquele que conseguia se manter respondendo corretamente uma longa sequência de perguntas. O cadáver de Takuya Kashiwagi, descoberto por Ryoko Fujino e Kenichi Noda, dá início a um Revelador Jogo de máscaras sociais sendo quebradas, podridões sendo erguidas e problemas graves explodindo diante de diversos olhos que, antes fechados, abrem-se para ignoradas realidades. Indo do Bullying, impiedosamente mostrado, ao exercício de dissecação do mundo escolar sem filtros e de vidas familiares sem sorrisinhos constantes, o filme tem um peso incrível ao dar a cada um destes aspectos a reflexão e a atenção necessárias. E a Suspeita surge quando o que parecia ser um Suicídio se revela um possível caso de Assassinato quando Ryoko recebe uma carta anônima acusando o Bullie maior da Escola, Shunji Oide, de ter matado Takuya junto com seus parceiros de intimidação, Yutaro Hashida e Mitsuru Iguchi. Só que a "carta anônima" foi enviada (e isto não é um Spoiler porque se trata da informação mais preciosa para quem se interessar em assistir ao filme e é o fundamento de tudo nele) por Juri Miyake e Matsuko Asai, duas das muitas vítimas aterrorizados com extrema violência pela Gangue de Bullies da escola. A certa altura do filme, quando o escândalo ultrapassa os muros da instituição educacional e é explorado pela Imprensa Sensacionalista, Kazuhiko Kanbara, que fora amigo de infância de Takuya, propõe a Ryoko a ideia do Julgamento, a qual vai sendo lentamente construída, pensada e repensada durante grande parte desta primeira parte de Solomon Perjury's.
E por qual motivo a ideia de um Julgamento feito por alunos de Ensino Médio foi levada adiante, recebendo o apoio de muitos adultos e a rejeição de outros, neste caso, alguns como Professores, como se mostra nesta Primeira Parte? Assistam ao filme para obterem a resposta, já que se eu falar mais sobre a trama estarei entregando um Spoiler de verdade que acabaria lhes afastando da oportunidade de conhecerem uma obra única e rara em excelência, personalidade, autenticidade e naturalidade na mais realística das perspectivas de suas dimensões expandidas. Apenas afirmo aqui que o exposto acima para explicar o subtítulo desta Parte não é tão linear, simplório e definitivo dentro do jogo dos questionamentos e das respostas imposto metodicamente na obra, incluindo aqui a Segunda Parte que amanhã Resenharei. A atenção deve estar atenta a detalhes sutis entre as coerência e as incoerências de determinadas informações, assim como as de acusações e fugas de culpas óbvias que sempre tendem a querer esconder muito mais do que revelar de uma ou várias situações. Quanto mais se questiona, mais tudo se torna impossível de uma resposta. Quanto mais se alcança uma resposta, mais questões, ocultas sob as entrelinhas de elementos avulsos e aleatórios vão modelando-se como partes do enredo regrado a nada entregar tão facilmente ao espectador.
São tais características que fazem de Solomon Perjury's uma obra-prima em suas duas Partes. O Perjúrio cometido? É o da falsa sabedoria de muitos que se julgam conhecedores de todas as verdades e mentiras universais. Muita coisa que é verdade, pode ser mentira. Muita coisa que é mentira, pode ser verdade. "Tudo é vaidade", disse Salomão referindo-se a tudo na Terra beijado pelo Sol. Querer saber de tudo ou se sentir um sábio apenas por ocupar um posto de frágil autoridade diante de todas as incertezas existenciais dentro de uma sociedade plural e heterogênea, seja a autoridade de Pai ou Mãe ou Professor ou Diretor ou Policial ou Jornalista ou até mesmo de Aluno e de todas as formas da mesma nas mais diversas manifestações, é cometer Perjúrio diante da Realidade. Ninguém sabe de PORRA nenhuma, sem exceções, abaixo do Sol. Solomon Perjury's explode isso na cara de todo mundo implacavel e impiedosamente, como todos os grandes filmes devem fazer.
Quinta-feira, então, comentários meus sobre a Segunda Parte, leitores virtuais.
Saudações Inomináveis a todas e todos vós, Povo do Memória!
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| Izuru Narushima |
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| Manabe Katsuhiko |





































































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